domingo, 9 de dezembro de 2012

E me dei conta, agora, de que havia me descoberto maior que eu.
Me encontrei naquele curto espaço entre a cama e a bancada do computador...
o movimento dos pés arrastando dum lado pro outro, a luz da janela grande, a cadeira confortável.
Sabia de alguma maneira que alí estava meu grande porto...
o alguém que faltava pra me fazer sorrir mais largo, me dando mais motivo pra acordar, contar o dia mesmo sem nada grande.
Você veio me mostrar a paz verdadeira dos dias, das noites, do sono, da madrugada em claro.
Me tirar do chão e me puxar de volta se eu subir demais...
entre as paredes brancas do teu quarto, a ponta dos dedos e o molhado da língua é onde eu quero ficar.
Me perder e depois achar nos cantos todas as partes de vida que eu não tive, me encontrar no teu peito e enfim viver tudo e nada!
Sustenta meus passos que eu os confio na tua estrada.
Divide comigo teu suor e lágrima, pra eu poder dividir contigo todo o prazer da minha alma.




segunda-feira, 19 de novembro de 2012


Véspera do sol

Acordei decidida a agradecer por cada momento 
e agradeci durante todo o dia, com todo carinho que existe em mim. Conseguiu ver?
Me disse que só precisa de uma mão pra segurar e um coração pra te entender...
meio shakespeare isso, não?!
Em véspera de vinte e cinco, ele mexeu no meu cabelo e fez planos. Lembrou do passado, me contou alguns passos e me considera do coração, confirmando com vários beijos na mão.

Se encheu de esperança olhando longe, me contou que quer joelhos mais firmes pra aguentar mais peso da vida... sabe que não tem muito o que perder.
Continua com a mesma cara de quando menino, cresceu e hoje é um verdadeiro tesouro que eu tive a sorte de encontrar.
Fiz questão de gravar os traços dele em tons de vermelho que nem sei quando vou ver, nem se vou ver.
Mas mergulhei naquela verdade castanha do par de olhos, que clariaram com o sol de 17 horas.

Fiz desenhos nas costas com a ponta dos dedos, enquanto nosso silêncio reinava....
Nós dois e todo um mundo novo pra descobrir.

Nós dois e o mundo um do outro pra dividir.
Nós, dois, um, no dia de véspera do sol compassando o andar.

Graças aos dias de hoje, ela é toda coração.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Serendipity...

é quando o dia tem mais um motivo pro sorriso, pra saudade, pra falta, pra lembrança.
é quando um sorriso largo vem quando os olhos estão fechados passeando por um lugar que você já esteve com ele.
é quando ouvir a voz te encanta por um dia inteiro.
é quando você não acredita no que ouve, de tão verdadeiro que é.
é quando só o que você quer, é abraçar aquele abraço e só sair quando ele pedir. Se pedir...

Posso ficar no teu olhar por mais tempo?
Posso me preencher de sorriso seu todos os dias?
Posso contar com esses olhos em cima de mim por toda uma madrugada -ou duas, três quem sabe- ?
Posso ter teu sussurro no ouvido toda noite antes de dormir?

Só queria que soubesse duma coisa...
Você me devolveu o ar! junto, o suspiro. Folego de viver! 



Meu Távs 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

domingo, 4 de novembro de 2012

Quartzo

Eu dava atenção a ele muito de vez em quando
deixando de lado, escondendo, quase perdendo.
Cuidei e descuidei dele, maltratei e até esqueci, confesso...
Há pouco mais de uma semana ele reapareceu e eu normalmente, sem muito voto o mantive por perto.
Claro, redondinho e com um tamanico fofo.
Em mim não tinha fé e crença tava em falta, mas achava que guardar visível, que mal tinha?
e daí ele afetou, fez efeito, me trouxe você, me trouxe azul apesar de ser...
Meu quartzo rosa, leve, terno, calmo, agora nosso.
Trouxe sol, azul, abraço e hoje eu creio no efeito. Cuidar é muito, é tudo que eu posso fazer pela pedra do amor que acarinhou você pra mim.

Quartzo, nossa cor, todo amor.







quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Existe vida além do muro sim!

Tenho tido impressão de voltar a respirar
estranho, como se antes tivesse terra na boca e agora um gosto de doce.
Eu não tive intenção e ele também não...
nos cruzamos. nos cruzaram.
Percebi nesses dias que sim, estou viva ainda, pronta pra continuar a escrever minhas estórias que já não escorrem pelos meus dedos há algum tempo.
To numa zona confortável, meio longe do chão, meio que na palma da mão.

Me interessa o dormir e o acordar, me interessa o beijo e o falar, o sotaque e o bem estar.
eu devia, mas....
MAS NADA! o que não posso é esperar, remoer, desamar!
Concordamos que existe vida além do muro...
senti o coração parar de novo e voltar num pulo depois de segundos sem bater.
e de novo concordamos, não é normal!
Cheguei a conclusão que estou adorando lembrar dele na maior parte do dia e sentir o cheiro do pescoço com perfume SEMPRE.

Távs

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

E nem são 13:00 da tarde ainda

Em dias difíceis como esses
que não se sabe ao certo o que pensar, que a memória teima em trazer o que você não quer lembrar,
qualquer palavra mal dita, afeta.
E hoje me afetei.
Me passaram por inútil. De novo, algo que não sou.
Não sou e me afetou.
Ou talvez seja e meu espelho não diz...

talvez eu devesse -melhor não-

Dias difíceis ultimamente são todos os dias.

Mas nenhum feito esse, que tive de ouvir com todas as letras minha inutilidade e a opinião de quem mal me vê.

Era melhor ter dormido ontem, pra nem acordar.


sábado, 22 de setembro de 2012

(Escorreu pelos dedos dia 20/09)

Hoje lembrei de ontem, há exatos quatro anos atrás.

Tudo me parece calmo agora, como se não tivesse acontecido comigo, como se eu tivesse assistido de longe, em todos os lugares que passamos.
Hoje lembrei de ontem, que há tempos atrás nos tínhamos dum jeito que nunca vamos conseguir explicar.
Nos contentaremos em lembrar e a contar, como se apenas tivessemos assistido de cima nossa vida se cruzar e virar um laço até afrouxar e desatar...
pra outro laço no mundo achar.

sábado, 1 de setembro de 2012

Conclusão dos fatos...


Eu não tenho medo do amor. Eu tenho medo é de amar quem tem 
medo dele. Amar quem teme o amor é como se apaixonar por uma 
sucessão de desistências. É como viver apenas a possibilidade de 
algo, mas com a sensação de que ela nunca se estabelecerá. É ficar 
intranquilo não com o amanhã, mas com os próximos minutos. 
Quem teme o amor vai embora antes de fazer as pazes com a paz. 
Antes de saber que surpresas o amor reservara. Quem teme o amor 
teme caminhar de mãos vazias em direção ao desconhecido. Está 
sempre baseado numa repetição do passado e acha que a vida será 
como todos aqueles dias idos.Quem teme o amor não vê a pessoa 
que conheceu, não se dá a oportunidade de ser amado de outra 
forma.Quem teme o amor se envolve é com o drama de todas as 
feridas que vieram à tona porque ele não se permitiu ficar sozinho e 
confuso o suficiente para curá-las.Quem teme o amor não aprendeu 
a pedir ajuda nem a receber a cura do Universo.Ele se acha maior 
que o amor e não conjuga o verbo.Quem teme o amor consegue ser 
mais perverso do que quem o magoou. 

Marla de Queiroz

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

I'll show you love, I'll show you everything, with arms wide open ♥

Foi como perder o chão enquanto fechei os olhos e atentei melhor os ouvidos pra ouvir a voz que eu lembro bem.
Musica conhecida, que já teve outros sentidos, mas não esse.
Ela chegou carregada de amor pro meu amor.
Amor diferente, amor que eu achei que não veria.
Arrepiei, chorei feito criança e um flash de acontecimentos passou pela minha cabeça durante aqueles 4 minutos e 46 segundos....
Ele colocou tanto sentimento nos graves e nos gritos, ficou tão evidente que quase dá pra ver e tocar.
Amei todo o refrão cantado com o coração pro meu coração fora do corpo.
O meu precioso recebendo carinho acumulado, me faz respirar mais leve. Tirar os pés do chão e meio que flutuar.
E os sorrisos trocados durante o contato, os olhares...
se reconhecem e eu tenho a impressão que essa musica sempre vai tocar no fundo de cada cena dessa.
Como ele disse na musica, não estava pronto pra ser quem ele agora deve ser mas fará o melhor e mais.
Sinto isso olhando pros dois.
Até imagino as gargalhadas altas na sala de casa, dentro do carro, no quarto e até virando uma esquina no centro do rio lotado ao meio dia de uma segunda feira.
Eles iluminam, juntos.
Daqui uns anos e todos os outros, esses dois manterão minha cabeça no lugar e meu peito disparando a cada olhar no reencontro.
Um por simplesmente sorrir e outro por fazer sorrir.
Me mostrarão amor, me mostrarão tudo...
e de braços abertos.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Conhecido no meu quarto sem nunca ter entrado

Me desculpo por estar escrevendo isso mas é que eu to sentindo e marcou minha pele.
Fazia tempo que não dormia com o cheiro de alguém.
Cheiro bom de alguém distante dos meus problemas, livre e já existente na minha vida mas inédito nesse sentido.


Foram algumas horas nos lábios...
nada que eu já possa dizer que conheço.
Algo que já posso dizer que poderia durar mais.

Corpo quente e olhos fortes

Mãos de musico e trejeito engraçado.

Me fez rir durante toda a noite... gargalhar como há tempos ninguém fazia.

Eu sorria no sorriso dele.


Estávamos meio altos porém, sóbrios num mesmo esquadro.
Não pude deixar de comparar algumas vezes, mas nada que ele não me fizesse perder a atenção novamente.


Beijo de tchau anunciado pelo sol da manhã
Cheiro de novo alguém nas minhas mãos.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Se não me engano, a pagina de postagem do blog esteve aberta sem nada escrito durante seis dias e eu não consegui por uma frase sequer sobre você sabe o que.
conclusão:

me filtrando de nós. ganhando de você.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

A menina era bonita, viu? Fiquei encantado, me lembro bem. Divertida, mas não sei, era auto-crítica demais. Andava firme, mas era insegura. Cheia de vícios e manias, eu achava engraçado. Não um engraçado de rir, um engraçado charmoso. Não parava de mexer no cabelo, ajeitar a roupa, falava baixo, ria alto. De longe dava pra entender o que ela tava falando, cheia de gestos e caras. Tinha muitos amigos, mas era carente. Aquela menina era a contradição em pessoa, nunca me esqueço. Um dia paramos pra conversar e trocamos desabafos. Queria fazer um questionário infinito, mas fiz algumas perguntas-chaves: Por que você anda reta, mas olhando pra baixo? Quem é o motivo desses sorrisos de canto a canto? Por que tanta mania e timidez? Fui interrompido e atropelado por respostas, que pouco esclareciam seu mistério escancarado. "Olho pro chão porque tem coisas que eu prefiro não ver. E são muitas coisas, todos os dias, de todos os lados. Sorrisos falsos, pessoas pequenas, gente que eu perdi se encontrando fora de mim. E me dói, então o que os olhos não veem, você sabe... Sorrio nem sei porque, muito menos por quem. Por mim, por toda essa gente que quer meu bem. Ninguém em especial, ninguém especial. Queria conseguir ficar uma semana triste, de cara fechada e seca com o mundo. Mas eu choro rindo, morro sorrindo e ninguém desconfia, talvez seja melhor. Tenho a impressão contínua de que nunca tá bom o suficiente. Meu cabelo, minha maquiagem, minhas roupas, meu jeito. Eu. Muita gente chega e quase todas vão embora. Antes da hora, na hora, depois. Ás vezes me arrasa, mas não lamento, fica quem tem que ficar, não é? Eu sei isso de cor também. Mas não dá pra evitar a sensação de, sei lá, pensar que o problema não é de quem parte. Talvez eu seja sem medidas demais e canse. Louca demais e enlouqueça. E nessa, quem não consegue descansar sou eu." A menina era mais que bonita, viu? Muito mais. Uma pena ninguém acolher e deixar que ela, enfim, descanse. Em paz.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Eu te amo.” É isso que deseja ouvir? Então repito:
“Eu te amo!” Está contente agora? Se quiser eu grito
na frente de todo o pessoal do escritório, quer?
“EU TE AMO!” Mais alto? “EU TE AMO, PORRA!”
É isso que espera de mim? Uma mulher incapaz de
desligar o telefone sem dizer “Eu também te amo”.
Acha que amar é isso? Pensa que não há prova de
amor maior do que essas míseras palavrinhas
repetidas até
 a exaustão de sentido? Desculpe a
demasiada sinceridade, mas você precisa prestar
mais atenção nos meus atos, perceber que me
calo só para respeitar sua ânsia de falar, reparar
que meus olhos estão sempre focados nos seus,
enxergar o quanto eu sofro quando você chora e
notar a força que faço para segurar as lágrimas
enquanto você sente dor.
Você precisa parar de perder tempo esperando por
declarações de amor Hollywoodianas e aí então
começará a entender as inúmeras ações simples
que demonstram o quanto eu sou completamente
maluca por você.
Só assim valorizará a paciência que tive quando
você estava totalmente possuído pelo espírito
maligno do ciume e injustamente me acusou de
ser a causa de todos os problemas existentes na
humanidade.
Para saber o que realmente sinto, você precisa
relembrar dos dias que me pintei de palhaça só
para tentar te alegrar, enquanto todo o mundo
parecia não ter a menor graça – mesmo não sendo
comediante, tomei muitas tortadas na cara pra
conseguir uma gargalhada sua. Será que não
percebe?
Você precisa saber que visto o avental de
cozinheira só pelo imenso prazer de te ver
sorrindo satisfeito. Torço calada para acertar de
novo o prato do risoto que aprendi a fazer
somente para te agradar. Eu não gosto de cozinhar.
Quando estou sozinha em casa, prefiro comer
comida velha ou pedir pizza, mas só por você
meto a mão na massa, na farinha e até no fogo se
precisar.
Você precisa entender que só por você eu tenho
forças para enfrentar meus medos, para então ser
capaz de manter minha mão firme, controlar meus
tremores e com isso, te transmitir a coragem
necessária para que você possa atravessar as mais
violentas turbulências.
Eu arrumo sua roupa, sinto no meu peito as suas
dores, pego nas suas mãos, espero horas até você
decidir que roupa vai por,arrumo o gel no seu
cabelo, no restaurante te dou meu prato quando
não gosta do seu, enfim, faço tudo isso para
perceber o quanto eu te amo, mesmo quando eu
não digo nada.
Por isso querido, se você é um daqueles homens
que não sossegam enquanto não ouve o famoso
“eu te amo”, informo que você está totalmente
vulnerável as mais simples técnicas de
manipulação verbal, pois qualquer piranha metida
a santa sabe fazer, robô programado para fingir e
papagaio treinado para repetir, poderá facilmente
desferir essas palavrinhas mágicas. Quer saber
mesmo o que eu acho? O "eu te amo" é mera
formalidade, é apenas uma expressão opcional e
até dispensável em um relacionamento no qual o
amor é verdadeiramente provado através da
compreensão, do compartilhamento e até do
silêncio.
Talvez o segredo esteja mesmo em não procurar
mulheres capazes de dizer "eu te amo" em várias
línguas, mas buscar os fêmeas que consigam dizer
essa mesma expressão sem precisar abrir a boca.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

‎"Dou o maior valor à quem, com tanta coisa pra mudar e colocar no lugar, aceita a bagunça do outro com um sorriso, sem pestanejar, e ainda faz parte dela."

terça-feira, 26 de junho de 2012

Ainda consigo enxergá-los com riso frouxo. Ela com aquela carinha de bolacha que impede qualquer um de se queixar do dia e ele encarando cada fração dela para se convencer de sua existência.

Luara Quaresma
Amor é quando custamos a esquecer quem já não é mais presença.

— Luara Quaresma

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Renunciar a algo que amamos muito e que desejamos com toda a força do coração é uma das decisões mais cruéis de se tomar que conheço. Porque a perda equivale a uma morte dupla: morrer para alguém e matar a pessoa na gente.
É como se sobrasse por dentro apenas um casarão vazio com um jardim morto. E, de repente, tudo tão subitamente anoitecido sem previsões de dia novo. É um caminhar lento e arrastado numa espera sombria de que as horas passem e o tempo leve essa febre alta sem medicação possível. É preciso que haja tanta paciência e firmeza por dentro pra não entrar em desespero, que a sensação que se tem é de estar meio fora do ar, com tanto esforço. E até chorar fica difícil, teme-se que nunca mais o choro cesse.
Há muitas perdas quando se termina algo que não se queria ter terminado: muda-se a auto-imagem, alegrias ficam suspensas, sonhos desaparecem por um tempo e nenhuma cor na paisagem. O cotidiano fica obscurecido por aquela lacuna aberta no meio do que era a parte mais interessante dos dias.
Com o tempo, você analisa que abrir mão de algo muito importante, só se faz quando se tem um motivo maior que esse algo: seja um propósito, uma crença, um valor íntimo, uma obstinação qualquer que te oriente para essa escolha que já se sabia tão dolorosa. É um sacrifico voluntário por algo mais pleno, mais grandioso em Beleza. E, nestas análises, você descobre outras perdas que são positivas: perde-se também a ansiedade, a insegurança e a ilusão. E você aprende a recomeçar agradecendo por vitórias tão pequenininhas...
Como quando é noite e antes de dormir você se enche de gratidão:
“Deus, obrigada, porque é noite e eu tenho o sono... Que venha um sonho novo, então.”

-Marla de Queiroz

terça-feira, 5 de junho de 2012


vendo as certezas mais insistentes
vendo as mentiras mais convincentes 
vendo as certezas mais evidentes
vendo as mentiras mais indecentes 
enfeitadas com cuidado numa vitrine em promoção

- Jay Vaquer

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Se um dia eu não souber amar
Não puder cantar pelo seu melhor
Nesse dia eu não serei mais eu
Só serei um ser triste ao meu redor

- Dani Black

quarta-feira, 30 de maio de 2012


É que eu penso assim... não é amor enquanto não rolar briga, enquanto não tiver um 'não quero mais olhar sua cara', enquanto não tem uma discussão grave, enquanto grandes defeitos não aparecem e muito menos quando eles não são percebidos e também não é amor enquanto o outro não tiver te decepcionado alguma vez, de alguma forma e você depois de entristecer, perdoou.
Não é amor enquanto não rolar uma separação grave e você ainda se importar.
E não, não é amor de ontem pra hoje e nem em dois meses.
Amor é quando o ar que ele respira ainda vale, mesmo depois de anos.
Amor é quando você se nega, mas ele fica.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Bem, em silêncio

E continuo me negando a cuspir o que ta preso debaixo da lingua pra dizer.
me pego rodando a aliança invisível no anelar da mão direita torcendo pra você estar fazendo o mesmo.
relendo e revendo o que lembra.
Não é tortura não, é que li hoje em algum lugar que sem saudade não há lembrança. e eu gosto.
não é que eu não quis te dizer... só não consegui. Nem tenho mais direitos.

Mas já são 04:17 e sei bem o estrago que a água do chuveiro faz no teu pescoço...
lembro bem das gotas escorrendo do queixo.
Corre pra não perder a hora, se agasalha pois a manhã é fria e eu me importo.
no almoço inventa um mantra pra segurar as pontas que eu daqui, vou estar torcendo.                                            

Na volta pra casa, já a noite, quando não tiver pensando em nada, pensa que eu to pensando em tudo.
põe a mão na barba -que nem sei se está por fazer- e se alimenta de saudade.
se afaga no meu colo que tá de longe sentindo tua falta.

Enquanto eu fico aqui, olhando pros cantos, sonhando dentro de sonho em como você está.
perguntando pros meus olhos no espelho, se você fez tudo que imaginei que faria.
Solta no sofá com cara de riso só pensando em te cuidar mesmo longe.

E olha, antes de deitar, reza e pede
deita olhando pro teto branco ouvindo o som do ventilador que te faz dormir
se acomoda e sonha que a gente se encontra, acredita em mim... vou de encontro a você só pra sussurrar que teu bem está comigo, onde só eu posso mexer. 
O calafrio que era tão meu
agora te arrepia como me arrepia
a tua biografia conta tanto de mim
o teu auto retrato mudou de semblante
nossas palavras são meras coadjuvantes
nossos olhares são eternos protagonistas
fim da linha pra esses estilistas
não precisamos mais de roupa nenhuma
viverei de cama,banheira,espuma
As vitrines que te olhavam com tanto afinco
não fazem mais questão de você
A verdade te aperta toda véspera de dia 5
é data que você não pode esquecer
A cada dia 5 de todo mês que se anuncia
Chave do quarto se perde até o raiar do dia
Nossa adolescencia renasce
brincamos de gangorra com os sentimentos
e a felicidade gosta de ficar nas alturas
o coração adora aventuras
eu amo ficar em cima
voce se aproxima
me muda de posição
e eu faço gosto
prende minha atenção
adoro ser esse composto
de beijos e abraços radiantes
desse seu lado imigrante
que chegou pra ficar
veio tão ilegal mas se me permite falar
meu coração quer tanto te agradecer por vir aqui morar



- SouSantos

terça-feira, 22 de maio de 2012

A Felicidade de sempre


Já fui Feliz e Bem sucedido em quase tudo que fiz, sempre tive o que queria, momentaneamente, mas tive. Sempre aproveitei e consumi tudo com a mesma intensidade que as obtinha, nunca me liguei em guarda-las ou reserva-las, para mim era tudo “aqui e agora”.
Não venho falar em tom de arrependimento, mas vim explicar que certas coisas me fazem falta, mas não é uma falta condicionada a uma necessidade, mas sim a vontade de ter certos lapsos de alegria q fizeram bem de alguma forma em algum momento, talvez, se caso fossem reservadas ou protegidas não teriam a mesma intensidade e eu não sentiria tanta falta assim.
Sou da tese que tudo tem que acontecer no tempo exato e se hoje não ás possuo é porque nunca me pertenceu. Mas com isso me vem em mente uma sensação de egoísmo ao olhar para o lado e perceber que em algum lugar tem alguém que não teve sequer a oportunidade de sentir a sensação de algo alcançado ou conquistado é aí que volto meu olhar para si e percebo que ainda possuo bastante reserva de bons momentos.
Pois DEUS, minha família, meus amigos e todo o aprendizado ainda estão comigo, são as ferramentas necessárias para novas conquistas e com eles aprendi o verdadeiro sentido de ser feliz, de como gerir esse sentimento e oferta-lo a quem necessita.
Costumo dizer que possuo um tipo raro de Felicidade, aquela que nunca vai acabar , a tal FELICIDADE DE SEMPRE.



 

- SouSantos

terça-feira, 8 de maio de 2012

Foto




Hoje eu vi a foto do tempo em que a gente ouvia a mesma canção
Me lembrei daqueles meus dias de sonho, de dançar compassado com você 
Sob o pó da foto havia o seu rosto, cantando alegre a nossa canção
Tempo bom, mas hoje eu sei: já não somos acordes de um mesmo refrão


Eu vi a vida que eu quis nos braços de outro rapaz
Senti na pele o que eu vi
Todo o meu lar de verdade em outro que não eu


Não da mais pra continuar me enganando
Meus dias já não são mais iguais
Sei que errei, devia ter me segurado, mas vc tambem não quis ajudar
Sendo assim a historia vai se resumindo sem o fim que eu gostaria de dar
E hoje eu sou das ruas estreitas dos bairros desejando me perder com quem não sabe voltar  


Eu vi a vida que eu quis nos braços de outro rapaz
Senti na pele o que eu vi
Todo o meu lar de verdade em outro que não eu


- Reverbera

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A esperança é um medo feliz

- Carpi
Mande um sinal de vida de onde estiver dessa vez
Qualquer coisa que faça eu pensar que você está bem
Ou deitado nos braços de um outro qualquer que é melhor
Do que sofrer
De saudade de mim como eu to de você, pode crer
Que essa dor eu não quero pra ninguém no mundo
Imagina só pra você...

terça-feira, 17 de abril de 2012


Com um mundo ainda a descobrir
Mas sem forças pra seguir.
Em busca do que a faz feliz
Estava tudo bem ali e você diz
Mesmo em silêncio o que você quer
Me diz o que vai ser de nós
E de você sem ter alguém pra entender
Os seus impasses, os seus problemas
Que nos levam a desistir.
Se era necessário eu
Só saberei com as consequências que virão.
Mas nada vai mudar
Continuaremos desejando
Que nunca apague a luz.
Me diz o que vai ser de nós
E de você sem ter alguém pra entender
Os seus impasses, os seus problemas
Que nos levam a desistir.
Estava tudo bem ali, de suas mãos deixou cair.
Me diz o que vai ser de nós
E de você sem ter alguém pra entender
Os seus impasses, os seus problemas
Que nos levam a desistir.
- Scalene

quarta-feira, 11 de abril de 2012

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Duas. Uma em cada lado

Foi agora, às 04:02 que me dei conta do quão bonitas eram as covas do teu sorriso pra mim
-pelas fotos-

se deu conta coração, que as melhores risadas foram pra mim e de mim?
entende quando eu digo que a saudade maltrata?
É que me dei conta agorinha de como tudo tinha de ser do jeito que está sendo hoje.
-mesmo com saudade-

Você não cresceria, eu não aprenderia... seriamos um misto de rir e fazer rir e só.
Mesmo que teus sorrisos novos não tenham minhas covas gravadas no canto, é importante pra mim que eles existam. 
e existam firmes a cada manhã e que se cansem de sorrir todo dia antes de você dormir.
É que você precisava me conhecer no íntimo, lá no canto escuro e eu, eu precisava me desapontar mais um pouco.
você rindo no mês seguinte ou não, pra mim, as covinhas que vejo vão sempre fazer parte do tempo em que não queriamos desapegar, negar, desandar, desdenhar...
Foi agorinha, em umas dessas fotos que vi... as covinhas sem nenhuma ponta de fim.
elas sempre voltam...
-mesmo que eu não as veja-

Queria mais que uma overdose de prazer e sensação
demoro tanto tempo pra entender o que passou...

Quem nos mandou perder a vez e abandonar o que foi bom
podendo até guardar o que restou?

Segue pra sua vida e me deixa passar
ou volta atrás e refaz o que partiu


Não pense demais pois o tempo não espera tanto

Queria mais que tudo isso pra tentar me acalmar
As vezes acho que mereço viajar um pouco mais
Demoro tanto tempo pra entender o que passou


Quem nos mandou perder a vez e abandonar o que foi bom?


Queria mais que tudo isso pra tentar me acalmar
As vezes acho que eu devia me amar um pouco mais





 Rockted

quarta-feira, 4 de abril de 2012


Uma nuvem não sabe porque se move em tal direção. Sente um impulso... É para este lugar que devo ir agora. Mas o céu sabe os motivos e desenhos por trás de todas as nuvens, e você também saberá, quando se erguer o suficiente para ver além dos horizontes.


- Richard Bach

quarta-feira, 28 de março de 2012

Armadilhas de Papel


Não me importa não mais ver o céu
Armadilhas de Papel
Hoje eu finjo já não enxergar
O seu jeito de me olhar

Fiz-me ir então, assim
Vou voltar em qualquer lugar sem ti,
Vou ficar e perceber que

O vento que soprou no seu jardim
Tirou de mim razão pra viver,
Mas deixa eu completar você em mim
Pois seu sonho rema ao fim
Não vou recordar

Abro os olhos pra não ver teu véu
Armadilhas de Papel
Vou tão longe pra te ver voar
Conto passos pra chegar

Caio em teus cabelos assim
Vou chegar em qualquer lugar sem ti
Pra lembrar que estou sozinho

O tempo que mudou o seu jardim
Também mudou em mim
Razão pra viver,
Mas mesmo sem andar eu sigo ao fim...
Pois sim, vou dar-me história

- Maglore

Desabafo pro tempo

Tô com saudade...
mas é saudade de gente, de tempo, de coisas, de lugares, de dias.
saudade do meu mundo antigo, saudade de musicas velhas e do meu poder de sentir e escrever.
saudade de quando eu podia fazer por mim, saudade dos meus.
Uma puta saudade de determinadas épocas que passei, de olhares e manias.
Tô com saudade dessa chuva que ainda nem caiu, mas só to por que ela também me lembra muita coisa.
é essa mania de não querer apagar, querer voltar, reviver que me bate assim um pouquinho o tempo todo e que só me trás saudade.
Saudade dos amores iguais, do pouco de paz, das adjacências e de reverberar!
mas não quero chorar, minha saudade é gostosa, dessa que dá antes do inverno...
dessa que faz abraço virar casa pra morar.
é só... falta. 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Tudo é falta

Sentir falta é diferente de sentir saudade. 
saudade bate, agonia, estremece. 
A falta congela, chora, entristece. 
A saudade é a certeza que a pessoa vai voltar. 
A falta, é o querer ter de volta, mas saber que não vai ter.

domingo, 11 de março de 2012

O nosso amor se transformou em "Bom Dia"




 

Qual o segredo da felicidade?
Será preciso ficar só pra se viver?
Qual o sentido da realidade?
Será preciso ficar só pra se viver?
Só pra se viver.

sexta-feira, 9 de março de 2012


Tá certo que o nosso mal
Jeito foi vital
Pra dispensar o nosso tom;
O nosso som pausou.

E por tanta exposição
A disposição cansou.
Secou da fonte da paciência
E nossa excelência ficou lá fora.

Solução é a solidão de nós.
Deixe eu me livrar das minhas marcas;
Deixe eu me lembrar de criar asas.

Deixa que esse verão eu faço só.
Deixa que esse verão eu faço só.
Deixa que nesse verão eu faço sol.

Só me resta agora acreditar
Que esse encontro que se deu
Não nos traduziu melhor.

A conta da saudade
Quem é que paga?
Já que estamos brigados de nada;
Já que estamos fincados em dor.

Lembra o que valeu a pena
Foi nossa cena não ter pressa pra passar.


O Teatro Mágico 

quarta-feira, 7 de março de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012

Acho que posso dizer que é amor, sim. Mesmo que a gente tenha se perdido para que eu pudesse encontrar a mim mesma. Mesmo que a gente tenha se perdido para que você pudesse buscar a si mesmo. É amor porque eu te guardo na lembrança bonita do meu crescimento, da descoberta do que era a co-dependência ou da fusão que subtrai. É amor, porque cantamos juntos, dançamos juntos, choramos juntos, fizemos amor intensamente, trocamos profundamente as angústias da alma, torcemos um pelo outro, nos ajudamos, viajamos juntos, gargalhamos desarvoradamente, dormimos juntos no melhor abraço um do outro, descobrimos novas músicas, sinônimos, livros, enlouquecemos lindamente, brigamos muito, fizemos as pazes várias vezes e fomos embora um do outro quando nada mais era poesia. Não foi triste, mas doeu profundamente.Uma dor resignada porque eu podia ver com clareza que já não nos acrescentávamos nada. E aprendi a trabalhar o desapego e o perdão. E hoje, quando vejo você sorrir, eu sinto que estamos bem e que fizemos a coisa certa. E o amor só pode ser isto: querer que o Outro encontre a felicidade a qualquer custo, mesmo que isso exclua você da plenitude dele. Mesmo que isto exclua o Outro da sua plenitude.


Marla de Queiroz

quinta-feira, 1 de março de 2012

Eu quase consegui abraçar alguém semana passada. Por um milésimo de segundo eu fechei os olhos e senti meu peito esvaziado de você. Foi realmente quase. Acho que estou andando pra frente. Ontem ri tanto no jantar, tanto que quase fui feliz de novo. Hoje uma pessoa disse que está apaixonada por mim. Quem diria? Alguém gosta de mim. E o mais louco de tudo nem é isso. O mais louco de tudo é que eu também acho que gosto dele. Quase consigo me animar com essa história, mas me animar ou gostar de alguém me lembra você. E fico triste novamente.
Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu finalmente te visse tão livre, tão forte e tão indiferente, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias.
Chorar deixou de ser uma necessidade e virou apenas uma iminência. Sofrer deixou de ser algo maior do que eu e passou a ser um pontinho ali, no mesmo lugar, incomodando a cada segundo, me lembrando o tempo todo que aquele pontinho é um resto, um quase não pontinho. Você, que já foi tudo e mais um pouco, é agora um quase. Um quase que não me deixa ser inteira em nada, plena em nada, tranqüila em nada, feliz em nada.
Eu quase não te amo mais, eu quase não te odeio, O problema é que todo o resto de mim que sobra, tirando o que quase sou, não sei quem é.

- Querida Tati Bernardi

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Me disse que não era segredo pra ninguém, e mesmo assim, não faz diferença alguma pra você.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

É uma saudade
que cresce
toda vez que lembro
do teu nome.


me coloco do avesso

Não sei o que dizer
mas sei que preciso
não esqueço o número do teu telefone

mesmo que eu não ligue.

-Luara Quaresma

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Faça questão de ler, por favor.

Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa.

No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.

Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade pro fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início. Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro. Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.

No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais. Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.

Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.

No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio. Que todas as escolhas geram dúvida, todas. Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.
Que adultos se divertem muito mais do que os adolescentes. Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.

No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).
Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência. Que não é preciso se estressar tanto em busca do orgasmo, há outras coisas que também levam ao clímax: um poema, um gol, um show, um beijo.
No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário. Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.

Martha Medeiros

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

“Faltam palavras, descrições, canções. Falta tanta coisa para sentir o que um dia sentimos. Falta coragem de assumir, coragem de esquecer, coragem de fazer diferente mesmo quando o que se sente continua igual. E hoje, ao pensar no que escrever eu só consigo me lembrar de uma frase: “Te amo tanto, tanto, tanto que te deixo em paz.” E sei que você vai ler, e vai me dizer que leu e vai me perguntar se era pra você. E mais uma vez vai me dizer que não quer me machucar. E eu vou entender. Não vou cobrar nada porque já fomos longe demais. E no fundo eu só quero que você guarde um pouco mais. E que daqui a muitos e muitos anos nossa memória consiga se lembrar dos nossos jeitos, sorrisos e momentos. Que o tempo nos permita alguns reencontros sem culpas porque é bom sentir sempre mais uma vez.”



Tati Bernardi

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Quem era eu?

Você está falando de mim pra todo mundo
Você está falando que eu não sou o tal
Que eu não sou alguém pra ficar do seu lado
Alguém que não está qualificado
A receber seu nobre amor
Se lembra dos momentos de tristeza e de saudade?
Quem era eu? A felicidade!
Nas horas infelizes, acolhendo o seu pranto
Quem era eu? Era o encanto
Um ombro, um abrigo nas chuvas do passado
Quem era eu? O seu telhado
Agora vem esta conversa pelo avesso:
- Quem é você? Eu desconheço.
A amizade que se preza não se compra
Meu mundo se embala na rede do amar quando te encontra
Não busque no amargo da dor
Aquilo que te feria
Não era eu: eu sou a alegria!
 Dois em Um