terça-feira, 31 de maio de 2011

Caneta Azul Piscina

Satisfeita por ter se feito forte, carregava um sorriso limpo por onde passava.

Fugia das horas atoa e curtia novos ares.

Nela, um brilho meio eterno de uma mente sem mais lembranças.

As pastas estavam sem etiqueta, prontas para arquivos e recortes novos.

As linhas estavam limpas para novas letras garrancho com "O" desenhado.

Novo céu em macro com nuvens cheias e rosadas.

Ela desejava tocar o intocável.

Fazia do chão trampolim pra mais acrobacias.

Manteve as mãos estendidas pra que fosse mais fácil alcançar...

Caiu, empurrada pelo destino.

Lhe entregou caneta colorida pra essa nova vida e disse:

-Vê se pinta.

Antes de dormir

Cuidei de mim pra nunca mais poder sonhar com ela.
Sonhei... E por duas vezes me senti sufocado por ar.
Quando eu menos espero, me vem à cabeça a imagem dela reparando mais nas canecas nunca usadas que eu dei.
Quando eu menos espero, meus olhos brilham ao vê-las espatifadas no chão.
(Uma cena bem criada pela minha imaginação... Quase um exercício.)
Encerrando assim, qualquer tipo de lembrança minha existente.
E cuidei tanto de nós, pra no fim saber que nada fora guardado...
Tudo fora digno de esquecimento, sabe?  E superei.
Aceitei que assim era pra ser e que antes que eu perdece o resto da minha vida por ela, era melhor perdê-la para todo o sempre diante dessa insônia.

A z u c r i m

Ah, menina que me olha assim,
machucando o coração
não peço pra ter dó de mim
estou feliz sem direção.

E se você não me quiser
pode vir me abusar
curtir esse amor de vez
fazer sorrir, fazer chorar.

Mil carinhos vão te prometer
Confetes vão te jogar.

Verá claridade a competir com o sol,
espaçonave a viajar...

E quando cansar de ser ninguém
volta pra me azucrinar
e lá vamos nós, outra vez
o que tiver de ser será!

Mil carinhos vão te prometer
Confetes vão te jogar.

Verá claridade a competir com o sol,
espaçonave a viajar...

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Gastei do choro com gosto de lágrima.
   O pote ainda está meio vazio, quase meio cheio.
                                  Me coloquei em lugar indevido.
                                                               Me sujei de você.
                                                                 não me suporto mais.

terça-feira, 10 de maio de 2011


HURRICANE

     30 Seconds to Mars




M i n h a P l a t e i a

Coberta de razão, enchia o peito com veneno alheio e sorria.
Com ódio nos olhos, se cobria dos espelhos durante o ensaio.
Enxergava cada canto feio e cada pedaço torto.
Moça que não tinha freios.
Queria de si um nada, só que, repleto de cheio.
Montava sua peça, pintava sua máscara...
Se recriava no palco dela mesma e era simples, mas complexa, era leve feito sal de mar.
E feita de razão, cuspiu seu veneno.
Afogou-se nas luzes amarelas, fez do ódio sua tática de guerra...
Era fina, exatamente como ponta de pregos.
Ousava correr pra saída, mas mal sabia que ela mesma se trancara um dia.

sexta-feira, 6 de maio de 2011


Satisfaz a boca, uni os lábios, amarra os dedos, sustenta o peso, agarra o cabelo, desorienta os olhos, desloca os pés, surpreende a saudade, sorri pros dias, afaga a alma, cala a voz.